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  Pais estéreis

Pais estéreis

“Dá-me filhos, senão morrerei”. (Gn 30.1)

Não temos dúvidas desta grande verdade, o Senhor não nos criou para sermos estéreis, Ele nos formou e transformou o caos que era nossa vida, encheu-nos com o seu Ruach Hakodesh para que, agora, capacitados, déssemos frutos e frutos abundantes, já que Ele não nos abençoa por medida, e sim com liberalidade, depositando em nós medidas calcadas e transbordantes para aplicarmos em sua obra.

A oração de Raquel obrigatoriamente tem que fazer parte de nossa lista de prioridades diárias (ou somos egoístas e individualistas a tal ponto de querermos só para nós a benção de “a todos quantos o receberam serem feitos filhos de Deus” (salvação).

Parafraseando o pedido de Raquel a Jacó, com humildade e amor, podemos replicar:

“Senhor, dá-me filhos senão morro”.

Pela manhã: “Senhor, dá-me filhos senão morro”.

A tarde: “Senhor, dá-me filhos senão morro”.

A noite: “Senhor, dá-me filhos senão morro”.

De madrugada: “Senhor, dá-me filhos senão morro”.

Esta deve ser a nossa prioridade, aí então os carros do ano, as casas de mil quartos, as viagens intergalácticas, as roupas de grife virão como consequência, se o Senhor entender que deve ser assim; mas, infelizmente, alguns estão tão mergulhados em um mar de inversão de valores que permanecem desconectados com as prioridades do reino.

Senhor, dá-me (um) filho, que seja apenas “um”, mas que impacte o mundo, que marque sua geração, que vá e faça onde não fui e o que não fiz; que, com o seu testemunho atraia os homens de Jerusalém, Judéia, Samaria e quiçá os do confim do mundo aos teus pés.

Minha e nossa oração deve ser:

- Senhor, que a unção que moveu a mulher samaritana que com o seu testemunho trouxe aos teus pés os homens da sua cidade repouse sobre mim; que a unção que moveu Pedro, indouto e arrojado, a ponto de apenas com três discursos levar 8.120 pessoas aos teus pés repouse sobre mim; que a unção que moveu Jonas transformado, submisso e corajoso, que mesmo pregando uma mensagem de juízo, levou Nínive ao arrependimento me possua por completo; que a unção que envolvia  o profeta João Batista a ministrar uma palavra dura, contundente, sem rodeios ou intermediários, nua e crua, entre as pedras e a areia do deserto, mas que atraia as multidões também repouse sobre mim.

Ninguém que se alista como soldado no reino pode lançar mão de desculpas, todas as desculpas são indesculpáveis diante do Senhor. O desejo de ganhar vidas é tão sublime, que uma das últimas ações de Jesus, mesmo pregado na cruz, foi conduzir uma vida sequiosa ao arrependimento, libertar e salvar sua alma das amarras das trevas e leva-la as mansões celestiais.

Senhor, dá-me filhos.
E se eu morrer sem filhos?
Haveria alegria em mim, diante do Eterno na sala do trono rodeado de coroas e galardões para serem distribuídos, mesmo sabendo que nenhum deles seriam meus, cabisbaixo apresentar-me tendo as mãos vazias?
Como prova irrefutável, “ganhar vidas” não foi minha prioridade como servo e como salvo quando vivo.
Qual louvor ou palavras ouvirei dos ternos lábios do Senhor quando apresentar como fruto da minha gratidão e do meu trabalho para Ele apenas o meu silêncio?
Dá-me filhos, senão morro.
Por quê será que não os tenho?
Tenho condições de tê-los?
Qual o meu grau de intimidade com o Senhor a ponto de convencê-lo de que sou merecedor e ganha-los?
Quão impactante e influente é o meu testemunho?
Estes são fatores que nos vem ao coração para tentar explicar de maneira infantil o motivo de sermos “filhos e pais estéreis”.

Tê-los para deixá-los morrer de inanição espiritual; tê-los para deixá-los definhar à mingua por falta de alimento espiritual; tê-los para engrossarem as fileiras dos filhos desviados, esquecidos, imaturos e raquíticos, talvez seja melhor não os ter.

Privar-se da alegria inexplicável de conduzir uma vida a Jesus é por demais triste. Partir e não deixar rastros dignos de serem seguidos ou fechar a última página do livro da nossa vida sem nada escrito é como apagar a luz do sol e querer que as pessoas admirem a beleza das flores.

Senhor, ajuda-me a ter filhos.

 

 

Ev. Luíz Carlos de Souza 




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